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Liderança na Era Digital: quais habilidades são fundamentais para o líder em tempos de transformação e inovação?

Mas, como liderar na era digital? Entenda quais competências são ideais para ser um líder com mindset digital.
Publicado em
23/9/2022
Rogerio Romeiro

Vivemos a desafiadora e fascinante era da maior transformação tecnológica, comportamental e cultural jamais vista. Termos como 4ª Revolução Industrial que define tempos de mudanças abruptas e radicais, com inovações tecnológicas em todas as áreas, trazem velocidade, amplitude e impacto sistêmico para um contexto de Nova Economia e seus novos modelos de negócios. Impactando e desafiando profundamente as lideranças e todos os profissionais, o mundo digital vai exigir uma nova mentalidade, além de uma gama de novas habilidades voltadas à inovação tecnológica.

No mundo digital, as crianças aprendem a lidar com computadores e smartphones antes mesmo de ler e escrever. Mas não podemos dizer o mesmo sobre os profissionais. Ainda existe uma grande lacuna no desenvolvimento das chamadas habilidades digitais. Vivemos uma baixíssima oferta para uma grande demanda de profissionais, com pouca democratização ao acesso à formação. Pesquisas da Salesforce e da RAND Europe mostram que a lacuna de habilidades digitais é disruptiva para o crescimento dos negócios, citando que 14 dos países do G20 podem perder US$ 11,5 trilhões em crescimento acumulado do PIB. 



54% dos americanos acreditam que a tecnologia avançará mais rápido que as habilidades da força de trabalho, segundo a Salesforce

No Brasil, essa questão é mais grave pelo pouco acesso à educação pela maioria da população e pela migração de profissionais de TI especializados para outros países. Vivemos uma explosão de novas tecnologias sem precedentes e não há pessoas suficientes com habilidades digitais certas para continuar impulsionando a transformação das empresas agora e no futuro.

No novo contexto, principalmente após a pandemia de Covid-19, a transformação digital trouxe mais desafios para líderes e gestores. As operações on-line aceleraram a necessidade da alfabetização digital, principalmente nas empresas tradicionais que estão em fase de transição, tendo que lidar com novos desafios e oportunidades. Empresas como a Amazon, de olho nas próximas curvas, apostam na requalificação dos profissionais nos próximos anos com investimentos expressivos. 

Uma verdadeira corrida por habilidades digitais está em curso para atender as demandas atuais e futuras. Estatísticas mostram que 54% de todos os funcionários precisarão de requalificação em 2022 para habilidades técnicas como programação, desenvolvimento de aplicativos, comunicação digital, trabalho colaborativo virtual, estratégia, segurança e e-commerce. Por outro lado, nos próximos 5 anos, a força global de trabalho digital tende absorver cerca de 149 milhões de empregos orientados à tecnologia.

Isso inclui habilidades mínimas como alfabetização digital, entrada de dados, uso de sistemas de comunicação, atendimento ao cliente, pesquisas e uso de dados, criação de planilhas e documentos on-line e navegação em mídias sociais. Outras habilidades mais avançadas como desenvolvimento de programação, marketing digital, web e aplicativos, análise e gerenciamento de negócios digitais, marketing e design, ciência de dados e muitos outros. 

Somente no desenvolvimento do Metaverso, já encontramos dezenas de novas oportunidades sendo criadas, demandando sólida formação tecnológica. A Meta, antiga Facebook é umas das gigantes que apostam nessa nova tendência abrindo oportunidades para cientistas e planejadores do metaverso que vão idealizar os espaços digitais e planejar o crescimento das comunidades virtuais, desenvolvedores de ecossistemas, construtores de hardware, especialistas em experiências imersivas que criam roteiros e histórias para os mundos virtuais, construtores de novos mundos, desenvolvedores de avatares e experts em cibersegurança.

As lideranças continuarão precisando de habilidades naturais adaptadas ao momento atual. Além de muito conhecimento e crença da aplicação de novas tecnologias, os líderes deverão ter a habilidade de criar e gerenciar novos modelos de negócios, ter empatia para inspirar as pessoas ao seu redor, profundidade no conhecimento tecnológico e nos modelos ágeis de desenvolvimento. Estar sempre informado sobre as transformações do mundo e do mercado, numa nova maneira de liderar, onde ideias são compartilhadas promovendo experimentações e criando espaços adequados para a diversidade, inclusão e para a inovação. 

A MAGALU, por exemplo, provocou uma verdadeira revolução ao fazer sua transformação digital, criou canais de vendas no e-commerce e trouxe um avatar, a LU, que hoje é símbolo dessa mudança. Depois, estruturou suas vendas omnichannel, ou seja, em vários canais e, por último, inaugurou sua plataforma. A liderança venceu os desafios e incorporou novas habilidades para comandar a empresa diante de uma mudança cultural que integra Labs, vendas on-line, inovação aberta com compra de outras empresas e startups, além de incentivar o intraempreendedorismo. 

A liderança da MAGALU mostrou habilidade em conduzir o processo para que as coisas realmente acontecessem. Além disso, os líderes tiveram extrema capacidade de análise e interpretação de dados, informações estratégicas para o desenvolvimento dos sistemas de métricas orientadas para os resultados e ainda um engajamento das equipes. O novo perfil do líder da era digital vai se transformando em um conjunto complexo de habilidades em novas dimensões de comportamento. 

Quais são as competências mais promissoras para os próximos anos?

A McKinsey Global Institute realizou uma pesquisa em 2022 com 18 mil pessoas em 15 países, apostando nas skills mais promissoras para os próximos anos. Foram mapeadas 56 habilidades de liderança divididas em 4 áreas, abaixo analisamos as principais: COGNITIVAS: Pensamento crítico, resolução estruturada de problemas, raciocínio lógico, análise de informações, pensamento ágil, planejamento, escuta ativa, criatividade e imaginação, habilidade de aprender, tradução de conhecimentos para diferentes contextos e adaptabilidade.

INTERPESSOAL: Sistemas de mobilização para inspirar pessoas, negociações ganha-ganha, conhecimento organizacional, empatia, inspirar confiança, humildade e sociabilidade. Quanto ao trabalho em equipe, ser capaz de promover a inclusão, motivar diferentes personalidades, resolver conflitos, incentivar a colaboração, além de ser um coaching que empodera pessoas. 

AUTOLIDERANÇA: Autoconsciência e autogestão, entender suas próprias emoções, autocontrole, entendimento das suas forças, integridade, mente empreendedora, coragem para correr riscos, perceber e gerenciar mudanças, ter foco em inovação, energia, paixão, otimismo, determinação, persistência, lidar com incertezas e autodesenvolvimento.

A pesquisa também considerou a importância das habilidades DIGITAIS dos líderes que deverão desenvolver fluência, aprendizado, colaboração e ética digital. Usar e compreender o desenvolvimento de softwares, programação, análise de dados, pensamento computacional e algorítmico. O estudo finaliza trazendo a necessidade da compreensão de sistemas digitais, sua operação e gestão de pessoas em home office, ou espaços híbridos.

A velocidade das transformações do mundo corporativo provocadas pela inovação, gestão e comunicação, aumentará, e muito, as responsabilidades das lideranças. Em um mercado onde a maioria das empresas não sobrevive por mais de 15 anos, o sucesso da transformação digital dependerá de líderes com conhecimento digital diretamente envolvidos nos processos de mudança, com mentalidade de desafiar o status quo, que planejam e executam estratégias focadas nos clientes e que tenham a visão clara da operação necessária para o constante amadurecimento digital.

O líder da era digital deverá deixar de lado as velhas crenças e paradigmas, transformando-se em um condutor com sólida inteligência emocional, que comunica o propósito da organização e que não tenha medo de mudar, aprender e reaprender. Inspirar pessoas e proporcionar novas maneiras de trabalho que ofereçam leveza, autonomia e colaboração tornam-se imprescindíveis na busca incansável de negócios duradouros e relevantes.

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