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On-the-job learning: transformando treinamentos corporativos

O mundo parou para ficar em casa. Aos poucos retornamos, mas ainda de forma incerta. No meio de tudo isso algo de extremo valor parece que se perdeu no caminho: a forma de nos comunicarmos.
Publicado em
21/7/2022
Equipe FRST

Muitos são os fóruns em que se debate o perfil do profissional do futuro: visão sistêmica, capacidade de inovação e flexibilidade cognitiva são algumas destas competências em alta para atuar em um mercado cada vez mais plano, conectado e colaborativo. Mas se por um lado temos clareza de quais habilidades devem ser desenvolvidas nos times para gerar valor neste século, ainda são poucos os treinamentos que conseguem oferecer uma experiência de aprendizado eficiente para isso.

Em suas pesquisas, o psiquiatra americano William Glasser mostra que a maneira como interagimos com o conhecimento impacta diretamente o quanto assimilamos o aprendizado: 10% ao ler, 20% ao escutar, 30% ao ver, 70% ao debater, 80% ao praticar e chegando a 95% ao ensinar os outros.

Já Morgan McCall, Robert Eichinger e Michael Lombardo ficaram conhecidos pelo método 70-20-10, que defende que 70% do aprendizado acontece por meio da prática, 20% por meio das interações sociais e apenas 10% por meio de conhecimento teórico. Mais uma vez, evidenciou-se que métodos de aprendizado ativo estão diretamente relacionados a retenção de conhecimento dos alunos no processo de aprendizagem.

O aprendizado prático ideal em um treinamento, portanto, é aquele que resolve um problema real e prioritário napauta do executivo.


No entanto, métodos de aprendizado ativo demandam mais dos executivos (afinal, será necessário executar todos os conceitos aprendidos em algum problema hipotético), e somente o que se prova relevante e gera resultados ganha espaço na agenda deste profissional. Ou seja, se o executivo não enxergar que aquele projeto proposto no treinamento resolve a dor que ele possui hoje, rapidamente despriorizará a atividade em prol de outra de maior valor aparente.


O aprendizado prático ideal em um treinamento, portanto, é aquele que resolve um problema real e prioritário na pauta do executivo. Ou em outras palavras, é aquele que resulta em um plano de ação claro, que será necessariamente colocado em prática em suas atividades diárias, pois foi pensado para isso.


Desta forma, vivencia-se o verdadeiro on-the-job learning, em que treinamento e desafio profissional se tornam um elemento só. O processo de aprendizado se aproxima ao processo de solução de problemas, que conduzirá o executivo a atacar sua dor de maneira efetiva, gerando impacto real no desenvolvimento do indivíduo e do negócio.

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