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Publicado em 23 de março de 2020

Transformando um grupo de pessoas em um time

Juliana Scarpa

Chief Executive Officer, FRST

Liderança é um dos tópicos mais discutidos na atualidade. O próprio conceito é constantemente atualizado, e autores modernos referenciam o líder como um agente de mudança, capaz de impactar times, cultura e empresa por meio de seu protagonismo e execução. Dentre as principais habilidades do líder, encontramos a de transformar um grupo de pessoas em um time, construindo o ambiente para que todos ofereçam o melhor de si em prol de um objetivo comum. Mas afinal, como gestores conseguem gerar, de forma genuína, pertencimento em seus funcionários?

Segundo Patrick Lencioni, em seu livro “Os 5 desafios das equipes”, construir relações de confiança é item fundamental na formação de times de alta performance. Afinal, quando não estamos em um ambiente de segurança, buscamos não assumir responsabilidades para evitar cometer erros. Também escondemos o que pensamos e não nos comunicamos de forma honesta se acreditamos que nossa opinião pode, de alguma forma, ser utilizada contra nós mesmos. 

Ou seja, confiança está diretamente relacionada à vulnerabilidade. Brené Brown, pesquisadora sobre o tema e professora da Universidade de Houston, evidencia que para construir um ambiente que acolha a vulnerabilidade, o líder precisa ter coragem para desconstruir a armadura que o protege e se expor. Ao mostrar suas imperfeições, constrói-se um campo de conexão e pertencimento com o time, permitindo que relações com propósito e significado se fortaleçam.

Boris Groysberg, professor da escola de negócios de Harvard, defende que o diálogo entre líderes e liderados é a principal ferramenta para construir times conectados e sem medo de errar. Estas conversas devem acontecer de modo individual, 1:1, pois o objetivo é gerar maior intimidade, interatividade e intencionalidade na troca. Abandonar a postura corporativa impositiva, ser informal e saber ouvir também são qualidades necessárias para tornar a conexão com sua equipe aberta e fluida.

Com a adição deste simples ato em sua rotina semanal, Groysberg prova que é possível minimizar a distância institucional que normalmente a liderança traz, abrindo espaço para comunicações mais pessoais e transparentes. Mais que isso, permite que uma empresa de grande porte mantenha uma cultura organizacional com proximidade, normalmente presente apenas em empresas menores.

Percebemos, portanto, que para exercer seu papel corretamente, o líder precisa primeiramente se colocar enquanto par, evidenciando que o seu maior objetivo é o sucesso de seus liderados. E esse papel também passa pela coragem de ser imperfeito, na intenção de estarmos sempre buscando a nossa melhor versão. Assim, mergulhados em um ambiente em que a liderança inspira pelo exemplo, funcionários ressignificam suas conexões com o trabalho, constróem times e buscam atingir resultados excepcionais por meio da colaboração. 

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Juliana Scarpa

Chief Executive Officer, FRST

Juliana é co-founder e CEO da FRST – Falconi Road of Skills and Talents – e sócia da Consultoria Falconi. Há mais de 19 anos na Falconi, possui experiência em empresas dos mais variados tamanhos e segmentos. Nos últimos anos, atuou com foco no desenvolvimento de pessoas e tecnologia. Antes disso, trabalhou com pesquisa na UFMG e em desenvolvimento de mercado na White Martins. É graduada em Engenharia Química pela UFMG, Mestre em Engenharia Química – Controle Ambiental pela UFSCar, especialista em finanças corporativas pela UNICAMP e coach pelo IBC – Instituto Brasileiro de Coaching.

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